domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
"Diferenças"
QUASE ACREDITEI
Quase acreditei que não era nada,
ao me tratarem como nada. Quase acreditei que não seria capaz,quando não me chamavam,por acharem que eu não era capaz. Quase acreditei que não sabia,quando não me perguntavam,por acharem que eu não sabia. Quase acreditei ser diferenteentre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos,entre tantos que eram chamados e escolhidos.
Quase acreditei estar de fora,quando me deixavam de fora,porque... que falta fazia? E de quase acreditar adoeci; busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins. Procurei a cura em toda partee ela estava tão perto de mim. Me ensinaram a olhar para dentro de
mim mesmo e perceber que sou exatamente, como os iguais que me faziam diferente. E acreditei profundamente em mim.
E tenho como dívida com a vida, fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire, como verdadeira fonte de riqueza. Foi assim que cresci, acreditando. Sou exatamente do tamanho de todo ser humano. E por acreditar perdi o medo de falar,
participar, e até de cometer enganos. E se errar? Paciência, continuo vivendo e
por isso aprendendo. Afinal errar é humano!
(autor desconhecido)
Quase acreditei que não era nada,
ao me tratarem como nada. Quase acreditei que não seria capaz,quando não me chamavam,por acharem que eu não era capaz. Quase acreditei que não sabia,quando não me perguntavam,por acharem que eu não sabia. Quase acreditei ser diferenteentre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos,entre tantos que eram chamados e escolhidos.
Quase acreditei estar de fora,quando me deixavam de fora,porque... que falta fazia? E de quase acreditar adoeci; busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins. Procurei a cura em toda partee ela estava tão perto de mim. Me ensinaram a olhar para dentro de
mim mesmo e perceber que sou exatamente, como os iguais que me faziam diferente. E acreditei profundamente em mim.
E tenho como dívida com a vida, fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire, como verdadeira fonte de riqueza. Foi assim que cresci, acreditando. Sou exatamente do tamanho de todo ser humano. E por acreditar perdi o medo de falar,
participar, e até de cometer enganos. E se errar? Paciência, continuo vivendo e
por isso aprendendo. Afinal errar é humano!
(autor desconhecido)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Educação Ambiental

O tema Educação Ambiental vem sendo alvo de muitos debates e discussões. Isso porque, nosso planeta está a cada dia sofrendo as conseqüências de uma exploração desenfreada, do descaso dos seres humanos com a natureza em geral.
Trabalhar Educação Ambiental na escola requer uma organização do processo pedagógico e sistematização dos conteúdos que serão abordados. Ensinar Educação Ambiental vai além de estudar ciências, ensinar boas maneiras, uma vez que essa relação homem-mundo se estabelece na prática cotidiana.
No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente já evidenciava em 1981 a necessidade de incluir em todos os níveis de ensino a educação ambiental com o intuito de estimular a defesa do meio ambiente.
Neste sentido, o trabalho com a Educação Ambiental está amparado pela lei e isso significa que a equipe pedagógica em conjunto com o pode público precisa planejar formas de desenvolver esse trabalho. Mas, até hoje os projetos relacionados ao tema são muito restritos; falta interesse de muitos professores e a possibilidade real de colocar em práticas as propostas.
Muitas mudanças foram ocorrendo como a visão de que só informar as causas e conseqüências do descaso com o meio ambiente não é suficiente, haja vista que as questões ambientais são complexas e necessitam de um trabalho sistemático e organizado.
O lançamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais foi muito importante para a inclusão das questões ambientais na escola. No entanto, a educação comportamentalista ainda tem vigorado nas escolas atuais, o que descaracteriza o real sentido dessa abordagem, que seria o compromisso de transformar os alunos em sujeitos críticos e reflexivos. Isso se deve também ao fato dos educadores não terem sido preparados em sua formação para trabalhar com as diversas questões ambientais.
A visão fragmentada do mundo, utilizada para simplificar o cotidiano acabou resultando na falta de reflexão sobre a exploração dos outros seres vivos, assim como dos próprios seres humanos.
Neste sentido, a Educação Ambiental só cumprirá seu papel de transformação quando o trabalho em torno dessas questões for desenvolvido a partir dos problemas presentes na vida dos educando. Os conhecimentos que eles trazem são indispensáveis para organizar e planejar estratégias de trabalho. A mudança de atitude só é possível quando o sujeito atua de forma reflexiva para encontrar formas de superar o problema.
Uma alternativa interessante é a possibilidade do educador investigar juntamente com os alunos os problemas enfrentados na comunidade e possíveis formas de solução. Muitas vezes, uma parceria com ONGs e outras entidades possibilita que todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem tenham mais informações sobre determinada questão ambiental. Por exemplo, em uma escola municipal na cidade de São José do Rio Preto, uma ONG de proteção aos animais fez um projeto com as crianças e professores sobre essa problemática. Como no bairro havia um índice elevado de abandono de animais, as famílias participaram e foram levadas a refletir sobre a questão da posse consciente de animais, assim como os riscos de doenças, entre outros assuntos.
Os projetos não devem ser enviados para a escola prontos, cada instituição de ensino precisa investigar os reais problemas enfrentados em sua localidade para que tenha sentido de acontecer e não apenas para cumprir uma formalidade.
Quando a escola, ou seja, toda sua equipe trabalha com responsabilidade social, os assuntos relacionados ao meio ambiente geram desequilíbrios, reflexão e mudança de atitude. Com isso, os educandos vão percebendo a importância de atuar com consciência num mundo que está em constante modificação, modificação essa que precisa caminhar com o equilíbrio e sustentabilidade.
Referência:
DAIBEM, A. M. L.; TALAMONI, J. L. B. Educação Ambiental na Prática Educacional. Curso Educação e Diversidade para Cidadania. São Paulo: UNESP, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009. v. 4.
Trabalhar Educação Ambiental na escola requer uma organização do processo pedagógico e sistematização dos conteúdos que serão abordados. Ensinar Educação Ambiental vai além de estudar ciências, ensinar boas maneiras, uma vez que essa relação homem-mundo se estabelece na prática cotidiana.
No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente já evidenciava em 1981 a necessidade de incluir em todos os níveis de ensino a educação ambiental com o intuito de estimular a defesa do meio ambiente.
Neste sentido, o trabalho com a Educação Ambiental está amparado pela lei e isso significa que a equipe pedagógica em conjunto com o pode público precisa planejar formas de desenvolver esse trabalho. Mas, até hoje os projetos relacionados ao tema são muito restritos; falta interesse de muitos professores e a possibilidade real de colocar em práticas as propostas.
Muitas mudanças foram ocorrendo como a visão de que só informar as causas e conseqüências do descaso com o meio ambiente não é suficiente, haja vista que as questões ambientais são complexas e necessitam de um trabalho sistemático e organizado.
O lançamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais foi muito importante para a inclusão das questões ambientais na escola. No entanto, a educação comportamentalista ainda tem vigorado nas escolas atuais, o que descaracteriza o real sentido dessa abordagem, que seria o compromisso de transformar os alunos em sujeitos críticos e reflexivos. Isso se deve também ao fato dos educadores não terem sido preparados em sua formação para trabalhar com as diversas questões ambientais.
A visão fragmentada do mundo, utilizada para simplificar o cotidiano acabou resultando na falta de reflexão sobre a exploração dos outros seres vivos, assim como dos próprios seres humanos.
Neste sentido, a Educação Ambiental só cumprirá seu papel de transformação quando o trabalho em torno dessas questões for desenvolvido a partir dos problemas presentes na vida dos educando. Os conhecimentos que eles trazem são indispensáveis para organizar e planejar estratégias de trabalho. A mudança de atitude só é possível quando o sujeito atua de forma reflexiva para encontrar formas de superar o problema.
Uma alternativa interessante é a possibilidade do educador investigar juntamente com os alunos os problemas enfrentados na comunidade e possíveis formas de solução. Muitas vezes, uma parceria com ONGs e outras entidades possibilita que todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem tenham mais informações sobre determinada questão ambiental. Por exemplo, em uma escola municipal na cidade de São José do Rio Preto, uma ONG de proteção aos animais fez um projeto com as crianças e professores sobre essa problemática. Como no bairro havia um índice elevado de abandono de animais, as famílias participaram e foram levadas a refletir sobre a questão da posse consciente de animais, assim como os riscos de doenças, entre outros assuntos.
Os projetos não devem ser enviados para a escola prontos, cada instituição de ensino precisa investigar os reais problemas enfrentados em sua localidade para que tenha sentido de acontecer e não apenas para cumprir uma formalidade.
Quando a escola, ou seja, toda sua equipe trabalha com responsabilidade social, os assuntos relacionados ao meio ambiente geram desequilíbrios, reflexão e mudança de atitude. Com isso, os educandos vão percebendo a importância de atuar com consciência num mundo que está em constante modificação, modificação essa que precisa caminhar com o equilíbrio e sustentabilidade.
Referência:
DAIBEM, A. M. L.; TALAMONI, J. L. B. Educação Ambiental na Prática Educacional. Curso Educação e Diversidade para Cidadania. São Paulo: UNESP, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009. v. 4.
Educação a Distância
A Educação a Distância é uma modalidade de ensino, que tem um papel importante na inclusão social de pessoas que buscam oportunidade de estudar e conquistar seus direitos de cidadãos. Ao longo de sua história a Educação a Distancia vem ocupando um lugar de destaque na educação mundial, uma vez que, procura criar condições de acesso e aprofundamento de estudo a muitas pessoas que por diversos motivos poderiam estar excluídas dos sistemas de ensino.
Apesar de não ser uma modalidade nova, já que suas primeiras experiências foram notificas no final do século XVIII, a Educação a Distancia ainda é vista com certo preconceito e restrições. Por isso, é necessário conhece-la a fundo para romper com essa resistência. (ROCHA, 2008).
Ainda segundo Rocha (2008), foi só no século XX que a Educação a Distancia (EAD) expandiu-se rapidamente, principalmente em níveis superiores.
No Brasil a implantação dessa modalidade de educação não foi diferente, segundo Alonso (1996), “falar sobre Educação a Distância no Brasil é, ainda hoje, um ato de muita coragem. São vários os trabalhos sobre este tema, mas a resistência a ele tem, necessariamente, uma base cultural bastante forte” (p. 57).
Rocha (2008) coloca que o surgimento da EAD no Brasil, acontece quando a sociedade civil tenta reverter o quadro de descaso pela educação popular. Nesse sentido, é possível dizer que a Educação a Distancia, surgiu como alternativa para atender à parcela da população que se encontra excluída do ensino presencial.
De acordo com a Secretaria da Educação a Distancia (EAD):
No Brasil, a modalidade de educação a distância obteve respaldo legal para sua realização com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 –, que estabelece, em seu artigo 80, a possibilidade de uso orgânico da modalidade de educação a distância em todos os níveis e modalidades de ensino. Esse artigo foi regulamentado posteriormente pelos Decretos 2.494 e 2.561, de 1998, mas ambos revogados pelo Decreto 5.622, em vigência desde sua publicação em 20 de dezembro de 2005.
Esse decreto estabeleceu uma política de garantia de qualidade nos diversos aspectos legais ligados a essa modalidade de ensino e esse foi um grande passo para a implementação da EAD no nosso país.
A Universidade Aberta do Brasil é um sistema que permite que os municípios, os estados e o Distrito Federal apresentem propostas de pólos de apoio presencial para o ensino superior a distancia. Sobre esse assunto, Rocha (2008) faz uma importante colocação:
A Universidade Aberta do Brasil – UAB articula instituições de ensino superior, municípios e estados, nos termos do artigo 81 da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, visando à democratização da oferta do ensino superior público e gratuito no país, bem como ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino, preferencialmente para a área de formação inicial e continuada de professores da educação básica (p. 23).
Ao pesquisar sobre a Educação a Distancia é possível perceber que essa modalidade está sendo pensada, cada vez mais, com responsabilidade e respeito. Isso também foi perceptível quando ingressamos no Curso “Educação para a Diversidade e Cidadania”, onde os tutores e professores mostraram-se extremamente comprometidos com a qualidade do Curso. Portanto, as expectativas em relação à EAD e, mais diretamente ao Curso, são muito positivas, haja vista, que a profissão “professor” exige constantes atualizações e aperfeiçoamentos sobre diversos temas que integram nosso trabalho com os alunos. Sendo a Educação à Distância fundamentada também na educação permanente os educadores terão, cada vez mais, oportunidade de participar dessa modalidade de ensino que com certeza ajudará a reconstruir práticas e propostas pedagógicas.
Referências
ROCHA, M. M. S.; CARMO, R. B. Introdução à educação a distancia. São João Del Rei, MG: UFSJ, 2008. 30p
ALONSO, K. M. Educação a distancia no Brasil: a busca de identidade In: PRETI, Oreste (org) Educação a Distancia: inícios e indícios de um percurso. Cuiabá: UFMT, Núcleo de Educação Aberta e a Distancia, 1996.
BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Referenciais de Qualidade para a Educação Superior a Distancia. Brasília, 2007. http://www.mec.gov.br/ acesso em 02 de outubro de 2009.
Apesar de não ser uma modalidade nova, já que suas primeiras experiências foram notificas no final do século XVIII, a Educação a Distancia ainda é vista com certo preconceito e restrições. Por isso, é necessário conhece-la a fundo para romper com essa resistência. (ROCHA, 2008).
Ainda segundo Rocha (2008), foi só no século XX que a Educação a Distancia (EAD) expandiu-se rapidamente, principalmente em níveis superiores.
No Brasil a implantação dessa modalidade de educação não foi diferente, segundo Alonso (1996), “falar sobre Educação a Distância no Brasil é, ainda hoje, um ato de muita coragem. São vários os trabalhos sobre este tema, mas a resistência a ele tem, necessariamente, uma base cultural bastante forte” (p. 57).
Rocha (2008) coloca que o surgimento da EAD no Brasil, acontece quando a sociedade civil tenta reverter o quadro de descaso pela educação popular. Nesse sentido, é possível dizer que a Educação a Distancia, surgiu como alternativa para atender à parcela da população que se encontra excluída do ensino presencial.
De acordo com a Secretaria da Educação a Distancia (EAD):
No Brasil, a modalidade de educação a distância obteve respaldo legal para sua realização com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 –, que estabelece, em seu artigo 80, a possibilidade de uso orgânico da modalidade de educação a distância em todos os níveis e modalidades de ensino. Esse artigo foi regulamentado posteriormente pelos Decretos 2.494 e 2.561, de 1998, mas ambos revogados pelo Decreto 5.622, em vigência desde sua publicação em 20 de dezembro de 2005.
Esse decreto estabeleceu uma política de garantia de qualidade nos diversos aspectos legais ligados a essa modalidade de ensino e esse foi um grande passo para a implementação da EAD no nosso país.
A Universidade Aberta do Brasil é um sistema que permite que os municípios, os estados e o Distrito Federal apresentem propostas de pólos de apoio presencial para o ensino superior a distancia. Sobre esse assunto, Rocha (2008) faz uma importante colocação:
A Universidade Aberta do Brasil – UAB articula instituições de ensino superior, municípios e estados, nos termos do artigo 81 da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, visando à democratização da oferta do ensino superior público e gratuito no país, bem como ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino, preferencialmente para a área de formação inicial e continuada de professores da educação básica (p. 23).
Ao pesquisar sobre a Educação a Distancia é possível perceber que essa modalidade está sendo pensada, cada vez mais, com responsabilidade e respeito. Isso também foi perceptível quando ingressamos no Curso “Educação para a Diversidade e Cidadania”, onde os tutores e professores mostraram-se extremamente comprometidos com a qualidade do Curso. Portanto, as expectativas em relação à EAD e, mais diretamente ao Curso, são muito positivas, haja vista, que a profissão “professor” exige constantes atualizações e aperfeiçoamentos sobre diversos temas que integram nosso trabalho com os alunos. Sendo a Educação à Distância fundamentada também na educação permanente os educadores terão, cada vez mais, oportunidade de participar dessa modalidade de ensino que com certeza ajudará a reconstruir práticas e propostas pedagógicas.
Referências
ROCHA, M. M. S.; CARMO, R. B. Introdução à educação a distancia. São João Del Rei, MG: UFSJ, 2008. 30p
ALONSO, K. M. Educação a distancia no Brasil: a busca de identidade In: PRETI, Oreste (org) Educação a Distancia: inícios e indícios de um percurso. Cuiabá: UFMT, Núcleo de Educação Aberta e a Distancia, 1996.
BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Referenciais de Qualidade para a Educação Superior a Distancia. Brasília, 2007. http://www.mec.gov.br/ acesso em 02 de outubro de 2009.
Classes Multisseriadas
As classes multisseriadas podem ser uma boa solução para o processo de aprendizagem da Educação do Campo, pois a diversidade dos alunos favorecem os agrupamentos produtivos, que são importantes no processo educativo. Assim, numa mesma sala, o educador pode realizar trabalhos em grupos ou duplas, de modo que a troca e o aprimoramento de conhecimentos sejam privilegiados. Contudo, o professor precisa estar atento para que esses agrupamentos sejam realmente produtivos e alguns cuidados deve ser tomados, como conhecer bem os alunos, suas características, hipóteses de construção da escrita, entre outros fatores importantes. Assim, ele não deve agrupar alunos muito retraídos ou extrovertidos demais, pois o rendimento pode ser prejudicado. Existem também alguns alunos que querem fazer o trabalho sozinho, enquanto o colega fica excluído das atividades. Nesse sentido, cabe ao educador o bom senso, a sensibilidade e profissionalismo na hora de trabalhar com a classe multisseriada. Um bom estudo do grupo e avaliações diárias dos trabalhos, assim como das práticas pedagógicas, são pontos-chave na busca de uma educação de qualidade.
Referência: MARQUES, A. F. ; ZANATA, E. M. Sujeitos e Saberes da Educação do Campo. CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP-SECAD-UAB. Módulo 2.
Referência: MARQUES, A. F. ; ZANATA, E. M. Sujeitos e Saberes da Educação do Campo. CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP-SECAD-UAB. Módulo 2.
domingo, 21 de março de 2010
Práticas pedagógicas versus exclusão
Práticas pedagógicas versus exclusão
A exclusão escolar manifesta-se das mais diversas e perversas maneiras, e quase sempre o que está em jogo é a incompetência do aluno, o qual sofre as conseqüências de um jogo desigual, de cartas marcadas pelo autoritarismo e poder arcaico do saber escolar (MONTOAN, 2002, apud SARAVALI, 2005).
O envolvimento dos professores perante o aluno com DA (Dificuldade de Aprendizagem) é muito importante, pois é na sala de aula que o preconceito também se instala, exclui e condiciona o fracasso escolar.
As atitudes, os preconceitos, à qualidade do processo de ensino-aprendizagem, a orientação ideológica são variações que merecem ser analisadas no âmbito de uma classe.
Ao tratar as diferenças de uma turma é comum observarmos que muitas vezes o professor se interessa mais pelos alunos que se parecem com ele, ou seja, aqueles que respeitam as regras de comportamento, que trabalham no ritmo desejado. Porém a tendência é gostar um pouco menos daqueles que tem dificuldade de acompanhar a aula, se desviam das normas, os feios, os sujos (PERRENOUD, 2001).
A exclusão escolar manifesta-se das mais diversas e perversas maneiras, e quase sempre o que está em jogo é a incompetência do aluno, o qual sofre as conseqüências de um jogo desigual, de cartas marcadas pelo autoritarismo e poder arcaico do saber escolar (MONTOAN, 2002, apud SARAVALI, 2005).
O envolvimento dos professores perante o aluno com DA (Dificuldade de Aprendizagem) é muito importante, pois é na sala de aula que o preconceito também se instala, exclui e condiciona o fracasso escolar.
As atitudes, os preconceitos, à qualidade do processo de ensino-aprendizagem, a orientação ideológica são variações que merecem ser analisadas no âmbito de uma classe.
Ao tratar as diferenças de uma turma é comum observarmos que muitas vezes o professor se interessa mais pelos alunos que se parecem com ele, ou seja, aqueles que respeitam as regras de comportamento, que trabalham no ritmo desejado. Porém a tendência é gostar um pouco menos daqueles que tem dificuldade de acompanhar a aula, se desviam das normas, os feios, os sujos (PERRENOUD, 2001).

Figura 1: A escola não leva em conta as diferenças (HARPER, 1989, p. 72)
Neste contexto acontecem discriminações, pois o educador é o exemplo para a turma e ainda de forma preconceituosa acaba por induzir as outras crianças a esse comportamento desastroso.
Aprender é uma atividade complexa, frágil que mobiliza a imagem de si mesmo, o fantasma, a confiança, a criatividade, o gosto pelo risco e pela exploração, a angústia o desejo, a identidade, aspectos fundamentais no âmbito pessoal e cultural (PERRENOUD, 2001, p. 24).
Na maioria das vezes o professor é bastante dominado pela sua própria personalidade, deixando de lado uma verdadeira profissionalização, o que acaba dificultando um processo consciente, com intenção de atingir a todos.
Isso se deve ao fato das diferenças causar angustias, questionamentos existenciais, desestruturando um processo que antes parecia calmo, por isso, é mais fácil acreditar apenas nos semelhantes.
Segundo Perrenoud (2001), do ponto de vista psicanalítico e antropológico é normal que os professores prefiram certos alunos que o gratificam àqueles que fazem barulho, não aceitam as normas.
Os alunos que rejeitam a escola, na visão do professor acabam rejeitando os valores do seu “mestre”, portanto, gera magoa e desconcentram o andamento do trabalho, que até então parecia perfeito.
Perrenoud (2001) coloca ainda que os problemas de aprendizagem raramente se apresentam sob o aspecto de dificuldades cognitivas puras, por isso vários elementos encontram-se presentes nessa problemática.
Neste sentido é necessário que o educador tome consciência que até mesmo sua forma de olhar nos olhos ou se manter a distância acaba culminando em sentimentos como arrogância, intolerância ou familiaridade e empatia.
Podemos notar que a principal variável que precisa ser mudada é o professor, pois somente a partir de sua reflexão sobre seu trabalho, será possível mudar esse quadro.
Quando os professores são questionados sobre as dificuldades de seus alunos, a maioria deles faz seu discurso colocando as causas do não aprender na criança e na família, sendo que suas práticas dificilmente são questionadas.
Para Perrenoud (2001) alguns fatores são levantados quando se trata de enxergar a prática dos professores como, por exemplo, o baixo salário, a má formação e vários profissionais ainda insistem em acreditar que as pessoas nascem com aptidões e privações, portanto não se pode fazer muito a respeito. Essa seria a forma mais fácil de se colocar numa situação de “paz consigo mesmo”, pois essa postura leva o professor a acreditar que realmente esses problemas estão fora de seu alcance e outros precisam assumir essa situação, já que sua função é ensinar e aqueles que não aprendem não são problemas seus (PERRENOUD, 2001).
Poderia se argumentar que as coisas sempre foram assim e não podem ser de outra maneira. Qualquer que seja a sociedade, a função da educação é sempre a de preparar as novas gerações para a vida adulta, para a vida no mundo dos adultos (HARPER, 1989, p. 94)

Figura 2: Uma peça entre as outras (HARPER, 1989, p. 94)
JANUCCI, M. Z. Trabalho de Conclusão de Curso: “Dificuldades de Aprendizagem: problema ou desafio para a prática docente?. São José do Rio Preto, [s.n.], 2006.
Assinar:
Postagens (Atom)