Práticas pedagógicas versus exclusão
A exclusão escolar manifesta-se das mais diversas e perversas maneiras, e quase sempre o que está em jogo é a incompetência do aluno, o qual sofre as conseqüências de um jogo desigual, de cartas marcadas pelo autoritarismo e poder arcaico do saber escolar (MONTOAN, 2002, apud SARAVALI, 2005).
O envolvimento dos professores perante o aluno com DA (Dificuldade de Aprendizagem) é muito importante, pois é na sala de aula que o preconceito também se instala, exclui e condiciona o fracasso escolar.
As atitudes, os preconceitos, à qualidade do processo de ensino-aprendizagem, a orientação ideológica são variações que merecem ser analisadas no âmbito de uma classe.
Ao tratar as diferenças de uma turma é comum observarmos que muitas vezes o professor se interessa mais pelos alunos que se parecem com ele, ou seja, aqueles que respeitam as regras de comportamento, que trabalham no ritmo desejado. Porém a tendência é gostar um pouco menos daqueles que tem dificuldade de acompanhar a aula, se desviam das normas, os feios, os sujos (PERRENOUD, 2001).
A exclusão escolar manifesta-se das mais diversas e perversas maneiras, e quase sempre o que está em jogo é a incompetência do aluno, o qual sofre as conseqüências de um jogo desigual, de cartas marcadas pelo autoritarismo e poder arcaico do saber escolar (MONTOAN, 2002, apud SARAVALI, 2005).
O envolvimento dos professores perante o aluno com DA (Dificuldade de Aprendizagem) é muito importante, pois é na sala de aula que o preconceito também se instala, exclui e condiciona o fracasso escolar.
As atitudes, os preconceitos, à qualidade do processo de ensino-aprendizagem, a orientação ideológica são variações que merecem ser analisadas no âmbito de uma classe.
Ao tratar as diferenças de uma turma é comum observarmos que muitas vezes o professor se interessa mais pelos alunos que se parecem com ele, ou seja, aqueles que respeitam as regras de comportamento, que trabalham no ritmo desejado. Porém a tendência é gostar um pouco menos daqueles que tem dificuldade de acompanhar a aula, se desviam das normas, os feios, os sujos (PERRENOUD, 2001).

Figura 1: A escola não leva em conta as diferenças (HARPER, 1989, p. 72)
Neste contexto acontecem discriminações, pois o educador é o exemplo para a turma e ainda de forma preconceituosa acaba por induzir as outras crianças a esse comportamento desastroso.
Aprender é uma atividade complexa, frágil que mobiliza a imagem de si mesmo, o fantasma, a confiança, a criatividade, o gosto pelo risco e pela exploração, a angústia o desejo, a identidade, aspectos fundamentais no âmbito pessoal e cultural (PERRENOUD, 2001, p. 24).
Na maioria das vezes o professor é bastante dominado pela sua própria personalidade, deixando de lado uma verdadeira profissionalização, o que acaba dificultando um processo consciente, com intenção de atingir a todos.
Isso se deve ao fato das diferenças causar angustias, questionamentos existenciais, desestruturando um processo que antes parecia calmo, por isso, é mais fácil acreditar apenas nos semelhantes.
Segundo Perrenoud (2001), do ponto de vista psicanalítico e antropológico é normal que os professores prefiram certos alunos que o gratificam àqueles que fazem barulho, não aceitam as normas.
Os alunos que rejeitam a escola, na visão do professor acabam rejeitando os valores do seu “mestre”, portanto, gera magoa e desconcentram o andamento do trabalho, que até então parecia perfeito.
Perrenoud (2001) coloca ainda que os problemas de aprendizagem raramente se apresentam sob o aspecto de dificuldades cognitivas puras, por isso vários elementos encontram-se presentes nessa problemática.
Neste sentido é necessário que o educador tome consciência que até mesmo sua forma de olhar nos olhos ou se manter a distância acaba culminando em sentimentos como arrogância, intolerância ou familiaridade e empatia.
Podemos notar que a principal variável que precisa ser mudada é o professor, pois somente a partir de sua reflexão sobre seu trabalho, será possível mudar esse quadro.
Quando os professores são questionados sobre as dificuldades de seus alunos, a maioria deles faz seu discurso colocando as causas do não aprender na criança e na família, sendo que suas práticas dificilmente são questionadas.
Para Perrenoud (2001) alguns fatores são levantados quando se trata de enxergar a prática dos professores como, por exemplo, o baixo salário, a má formação e vários profissionais ainda insistem em acreditar que as pessoas nascem com aptidões e privações, portanto não se pode fazer muito a respeito. Essa seria a forma mais fácil de se colocar numa situação de “paz consigo mesmo”, pois essa postura leva o professor a acreditar que realmente esses problemas estão fora de seu alcance e outros precisam assumir essa situação, já que sua função é ensinar e aqueles que não aprendem não são problemas seus (PERRENOUD, 2001).
Poderia se argumentar que as coisas sempre foram assim e não podem ser de outra maneira. Qualquer que seja a sociedade, a função da educação é sempre a de preparar as novas gerações para a vida adulta, para a vida no mundo dos adultos (HARPER, 1989, p. 94)

Figura 2: Uma peça entre as outras (HARPER, 1989, p. 94)
JANUCCI, M. Z. Trabalho de Conclusão de Curso: “Dificuldades de Aprendizagem: problema ou desafio para a prática docente?. São José do Rio Preto, [s.n.], 2006.
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